O que a Disney quer fazer com Star Wars ?

A Disney sabe o quer com a franquia?

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ATENÇÃO: O texto abaixo contém spoilers de “Star Wars: Os Últimos Jedi”. Não leia se você não quiser saber o que acontece!!!

A primeira coisa que vemos Luke Skywalker fazer em “Star Wars: Os Últimos Jedi” é receber das mãos de Rey o antigo sabre de luz de Anakin, seu pai, e jogá-lo fora. É um momento chocante, sem lógica e que quebra expectativas.

O corajoso Luke Skywalker que conhecemos não se importa com a morte de seu amigo Han Solo por Kylo Ren, e nem com os problemas de sua irmã Leia e da galáxia com a Primeira Ordem.  Ele só muda de opinião quando vê a clássica mensagem socorro de Leia que R2-D2 exibe, assim como fez pra ele em “Uma Nova Esperança”. Quer dizer que a morte de seu amigo, a provável morte de sua irmã tem menos importância do que um holograma?! Sério?!

Todo o problema entre Luke e Ben Solo surge após Luke notar a inclinação dele para o Lado Negro. Luke tenta matar seu aprendiz, mas se arrepende assim que liga o sabre de luz, mas esse vislumbre foi o suficiente para Ben se tornar Kylo Ren. Sabemos que Luke sempre pôs seus amigos e familiares em primeiro lugar,  então porque vai embora, deixando os mesmos familiares que queria proteger à mercê do vilão que ajudou a criar? Lembrando que o mesmo deixou um mapa para ser encontrado em “O Despertar da Força”; ou seja, ele queria ser encontrado. Coerência, cadê? Até o ator Mark Hammil também mostrou seu descontentamento com o filme.

Outro problema foi o arco de Rey. Um dos grandes mistérios era saber quem eram os pais dela, para assim poder se entender como ela é boa piloto, mecânica e extremamente autodidata com a Força. Quem são os pais dela? Dois catadores de lixos que venderam ela por uma garrafa de álcool. Totalmente frustrante. Esse argumento de que é ela boa em tudo por causa da conexão com a Força acaba forçado e nada criativo.

Passando a falar dos personagens novos, como a Rose. Ela tem um arco totalmente descartável com Finn. Se você cortar essa parte de aproximadamente uns 30 minutos, não faz falta alguma para o enredo final. Fora que a Rose conhece o Finn e algumas horas já diz que o ama? Alguém lembra das relações forçadas que vimos em Esquadrão Suicida? Pois é…

Do longa, apenas as cenas de ação são memoráveis. O filme termina com garotos narrando os feitos heróicos de Luke e não de Rey, provando mais uma vez que o passado não deve ser jogado fora em prol de um futuro incerto. Essa foi a mensagem que o filme repete a cada instante, mas não conseguiu emplacar.

Outro problema que a Disney parece ter é com futuro longa Solo: Uma História de Star Wars. O site norte-americano Screen Greek reportou que o estúdio já está esperando um eventual fracasso do filme. Veja o comentário: ”Eles (Disney/Lucasfilm) já estão preparados. Houve muitos problemas na produção, o protagonista não sabe atuar, e o roteiro é simplesmente terrível. Não foi possível salvá-lo. Após a polêmica envolvendo a recepção dos fãs a Os Últimos Jedi, o estúdio acredita que o filme vai afundar.” Solo: Uma História Star Wars tem previsão de estreia para maio de 2018 e atá agora não teve nenhuma imagem oficial, e nem teaser foi divulgado até o momento. No mínimo preocupante.  (Fonte aqui)

Ficamos no aguardo e esperamos sinceramente que o filme de Solo, que foi preferido no lugar de um sobre Obi-Wan Kenobi, faça sucesso.

E que a Força esteja com a Disney! (ela tá precisando…)

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